quarta-feira, novembro 22, 2006

Indicadores de Qualidade dos Sites



A avaliação é um processo inerente a qualquer actividade humana. A partir dela obtém-se a informação que permite conhecer, orientar, melhorar ou transformar o aspecto avaliado.”(1)
São vários os sítios que se encontram na Internet, sobre a construção de sites, que se preocupam também com a qualidade dos mesmos. Assim, podemos encontrar para além de propostas de avaliação, propostas para a construção e avaliação dos sites. (2)
A própria administração pública tem vindo a mostrar preocupação com a qualidade dos serviços prestados pela Internet encomendando avaliações externas para aferir esta. (3)
Hoje em dia só disponibilizar informação não chega é necessário cativar o utilizador, pela usuabilidade e aspecto visual do site, e mantê-lo interessado e simultaneamente permitir a conectividade com outros sites.
Os critérios, para avaliação de sites, referidos em http://victorian.fortunecity.com/jacobean/883/index.html, parecem-nos ser uma boa proposta:
· “Divulgação nos sites de busca;
· Cor da fonte e background;
· Figuras com textos explicativos
· Links externos e internos conectados
· Sugestões de outros sites relacionados com a página;
· E-mail do Webmaster
· Data da construção do site e última atualização.
· Compatibilidade do Browser
· Disponibilidade de som
· Idiomas
[…] o bom senso deve sempre ser consultado no caso de uma eventual dúvida na compreensão e avaliação do site”


Para avaliação de sites educativos deixamos a proposta,de nove dimensões, de Carvalho (2006) :
“a identidade”
“a usabilidade”
“a rapidez de acesso”
“os níveis de interactividade”
“a informação, as actividade”
“a edição colaborativa online”
“o espaço de partilha”
“e a comunicação”



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1 – In
http://victorian.fortunecity.com/jacobean/883/index.html

2 – Em termos de exemplo temos: a proposta de Jakob Nielsen no site
http://www.useit.com/homepageusability/studyguide.html; a proposta de Kathleen Schrock para avaliação de sites escolares em http://school.discovery.com/schrockguide/pdf/weval_02.pdf ; indicações sobre como avaliar e resultado de avaliações a “115 sites de jornais portugueses; Avaliação de 400 sites (B-B e B-C) em Portugal; Avaliação de 550 sites da Administração Pública portuguesa” em www.domdigital.pt/servicos/auditoriaeavaliacaodewebsites.asp

3 – Em
www.acesso.umic.pcm.gov.pt/estudos/interaccao_2004.pdf podermos ter acesso à Avaliação Externa de Web Sites dos Organismos da. Administração Directa e Indirecta do Estado:. Análise da Metodologia e dos Resultados do Critério



Referências

Carvalho, Ana Amélia A. (2006). Indicadores de Qualidade de Sites Educativos. Cadernos SACAUSEF – Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação, Número 2, Ministério da Educação (no prelo).

http://victorian.fortunecity.com/jacobean/883/index.html (consultado em 21/11/2006)

http://www.useit.com/homepageusability/studyguide.html (consultado em 21/11/2006)

http://school.discovery.com/schrockguide/pdf/weval_02.pdf (consultado em 21/11/2006)

www.domdigital.pt/servicos/auditoriaeavaliacaodewebsites.asp (consultado em 21/11/2006)

www.acesso.umic.pcm.gov.pt/estudos/interaccao_2004.pdf (consultado em 21/11/2006)

http://www.ieeta.pt/~bss/disciplinas/IHC/Trabalho-M%C3%A9todos-de-observa%C3%A7%C3%A3o-05.htm (consultado em 22/11/2006)

terça-feira, novembro 21, 2006

A escola é uma empresa?

A escola sendo uma organização pode beneficiar dos estudos realizados sobre as empresas e dos ensinamentos recolhidos a partir destas. Mas, os objectivos que presidem a acção, de umas e para outras, são diferentes.

O objectivo principal de uma empresa é o lucro e é este a sua razão de existir e que lhe permite a sua continuidade. O objectivo principal da escola deve ser o da formação de indivíduos para o exercício da cidadania e para o trabalho.

A escola, enquanto organização, precisa de ser gerida com eficiência. Contudo, a eficiência não deve ser mais que um meio que lhe permita atingir a eficácia na acção, isto é, na formação de cidadãos para o trabalho.

A formação para o trabalho deve ser entendida como um conceito lato e abrangente, que vai para além da formação para a empresa, pois a escola não deverá subordinar a sua acção nem às necessidades das empresas nem à visão que as empresas têm do mundo.