sexta-feira, dezembro 22, 2006

Web 2.0

O termo web 2.0 tem defensores e detractores.
Há quem defenda que a evolução da web foi tal que neste momento estamos numa segunda geração da web, a web 2.0 que se baseia na simplicidade e no conteúdo.
Pelo contrário os detractores defendem que o que existe é a web. O termo web 2.0 não é mais que uma invenção para tornar mais lucrativo [1], ou uma “última tentativa de um esforço sem fim de reatar a mania ponto-com do fim da década de 90”[2].
O termo web 2.0 aparece inicialmente conceitualizado por Tim O'Reilly, numa série de conferências, sobre o mesmo tema, promovidas pela O'Reilly Media e pela MediaLive International tendo-se popularizado a partir dessa data. Mais tarde com a compra da MediaLive International pela empresa CMP Media, esta última veio reclamar a patente e os direitos sobre o termo web 2.0.


A Web 2.0, aparace conceitualizada por Tim O'Reilly[3], como tendo algumas premissas básicas, a saber:
1- “A internet como plataforma”, (deixa de ser considera uma rede de computadores). Esta ideia de plataforma é claramente visível no seguinte figura.

2- “Melhor experiência do usuário” associado à combinação de tecnologias surgidas no final da década de 90 o aumento de velocidade surgem como os responsáveis pela edição democratização e massificação da edição e pela ediçãocolaborabiva sendo os blogs e wikis bom exemplos.
3- “Valorização do conteúdo colaborativo e da inteligência coletiva: o conteúdo deve ser produzido e consumido por qualquer um, de forma simples e directa.”
4- “Fim dos ciclos de lançamento e actualização de softwares tradicionais”. “Os aplicativos web podem ser atualizados de forma constante, linear e independente da acção do usuário final”.
5- “Quanto mais simples a programação, melhor.. Metodologias e conceitos como o Getting Real e Agile tem-se popularizado".


As diferenças entre a Web 1.0 e a Web 2.0, são vistas em oposição pelo mesmo autor. A cada funcionalidade da Web 1.0 é colocada outra da Web 2.0.

Web 1.0
DoubleClick
Ofoto
Akamai
mp3.com
Britannica Online
personal websites
evite
domain name speculation
page views
screen scraping
publishing
content management systems
directories (taxonomy)stickiness

Web 2.0
Google AdSense
Flickr
BitTorrent
Napster
Wikipedia
blogging
upcoming.org and EVDB
search engine optimization
cost per click
web services
participation
wikis
tagging ("folksonomy")syndication

O Google aparece actualmente como o expoente máximo do movimento/conceito Web 2.0, usando em muitos de seus aplicativos, tais como Gmail, Blogger, Google Maps, Google Calendar, ...

Conclusão
Não existe consenso sobre a utilização do termo Web 2.0. O que todos os autores são unânimes em considerar é tem existido uma grande evolução que a edição de produtos Web, bem como na relação entre o utilizador e a internet.
A internet nos últimos tempos massificou-se e consequente a democratizou-se. São cada vez mais os utilizadores que também são produtores de conteúdos. Os níveis de interactividade são hoje claramente maiores e o grande mérito desta evolução, está no facto não ter evoluído para uma linguagem de especialistas, mas o de estar cada vez mais acessível ao público em geral de forma quase instantânea.

______

[1] O Costa, Henrique em http://www.revolucao.etc.br/archives/web-20-nao-significa-nada-me-desculpe/ , é bastante critico para com o termo web 2.0. Para além da citação de outros autores cita um texto de Jeffrey Zeldman no A List Apart chamado Web 3.0 para fundamentar a sua opinião. Pois considera que as pessoas estão a falar da web 2 como sendo mágica.
[2] Dvorak, John C, em http://br.tecnologia.yahoo.com/060307/52/12hrh.html aparece como crítico não só do termo web 2.0 como da apregoada eficiência da “Internet self-service”, apesar de reconhecer as que esta é o motor da mudança ao afirmar “ raramente acho alguém que entenda que self-service é o foco real das mudanças profundas em como a web tem sido usada nos últimos anos. Em vez disso, alguns vêem essas mudanças em termos utópicos”
[3]Ver artigo What Is Web 2.0 (em inglês) de Setembro de 2005.


Referências
http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0 consultado em 20/12/2006http://www.oreillynet.com/pub/a/oreilly/tim/news/2005/09/30/what-is-web-20.html consultado em 20/12/2006http://br.tecnologia.yahoo.com/060307/52/12hrh.html consultado em 20/12/2006http://www.carreirasolo.org/archives/voce_sabe_o_que_e_we.html consultado em 20/12/2006http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20173.shtml consultado em 20/12/2006http://webinsider.uol.com.br/index.php/2005/12/07/web-20-a-nova-internet-e-uma-plataforma/ consultado em 20/12/2006http://www.revolucao.etc.br/archives/web-20-nao-significa-nada-me-desculpe/ consultado em 20/12/2006

Netiquete - Regras de etiqueta na rede

O uso massificado da internet levou a que esta fosse usada por todo o tipo de pessoas e com todo o tipo de intenções. Então tornou-se necessário conceber algumas regras que progressivamente se foram generalizando e que “basicamente são as mesmas da vida social, ou seja, um conjunto de regras, escritas e não escritas, que nos permitem conviver e partilhar máquinas (tal como convivemos em locais públicos) sem prejudicar os outros”.[i]

Essas regras aparecem por vezes na forma de recomendações:
1. “Nunca se esqueça de que há pessoas do outro lado da linha;
2. Seja cuidadoso com o que fala para e sobre os outros;
3. Seja claro, breve e objetivo;
4. Use um formato adequado;
5. Enderece corretamente sua mensagem;
6. Divulgue o que você obteve ou recebeu;
7. Respeite direitos autorais (copyright);
8. Não divulgue propaganda pela rede;
9. Seja discreto e comedido ao usar recursos da rede;
10. Alguns comportamentos detectados na rede.[ii]

Sugestões sobre o Uso do Portal:
"Consiga permissão dos autores antes de citá-los.
Respeite a propriedade intelectual dos outros e adira aos padrões de honestidade profissional.
Dê a uma postagem eletrônica o mesmo cuidado e cortesia dados tradicionalmente à comunicação escrita enviada.
Mantenha parágrafos Fórum e mensagens curtas e concisas.
Seja professional quando comentar sobre outros e cuidadoso(a) quando usar sarcasmo e humor.
Evite digitar suas mensagens em todas as letras capitais porque PARECE QUE VOCÊ ESTÁ GRITANDO.
Respeite a privacidade de outros usuários.
Tenha calma para familiarizar-se com os vários Fóruns no Portal e, então, você saberá onde pretencem as disposições.
Faça uma rápida checagem dos Fóruns antes de dispor para ver se a pergunta que você vai perguntar, ou o artigo que você acabou de ler e vai postar, já foi postado.
Se você pode fazer toda sua disposição caber na linha do assunto, faça isso! Isto economiza das pessoas alguns cliques desnessários. "[iii]

Como itens:
"evitar escrever em letras maiúsculas, pois isso passa a impressão de que VOCÊ ESTÁ GRITANDO, e, se sua intimidade com seu interlocutor não for muito grande, ele pode se sentir ofendido;
assinar seus textos;
citar a fonte de onde você copiou, ou de onde buscou informações para o que está colocando na internet;
dependendo do destinatário de seu texto, evitar abreviações de palavras, ou, pelo menos, um grande número de abreviações (como as utilizadas no Brasil, por exemplo: pq, vc, tb, qdo, aki - respectivamente: porquê, você, também, quando, aqui - etc);
informar aos visitantes de um site que ele tem conteúdo adulto, ou que talvez possa ofender princípios religiosos ou leis de acesso à internet de determinados países;
entre outros.
Em chats evitar escrever uma palavra por linha, isso é muito irritante... Informe tudo que você deseja em uma linha só para depois dar enter.
Nunca repasse e-mails de corrente no estilo "envie para 7 pessoas senão você morre".
Em fóruns e listas de discussão, procure expressar-se de maneira clara e concisa, explicando o problema em totalidade e dando todos os detalhes possíveis. Lembre-se: Quando você estiver perguntando é porque precisa de ajuda com algo, aja como tal, não tornando-se arrogante ou inconveniente. Tente manter-se no contexto da discussão (e do fórum em si). Muitos fóruns são separados por salas ou tópicos de discussão, procure postar na sala que mais convier a sua pergunta. Evite sempre mensagens do estilo "Me ajudem por favor!", "Ajuda aqui!", "Vou jogar essa coisa fora" e frases similares.”[iv]

Como regras explicitas, e gerais:
Regra 1: Lembre o Lado Humano
Regra 2: Adira aos mesmos padrões de comportamento online que você segue na vida real.
Regra 3:
Saiba quando você está no ciberespaço
Regra 4: Respeite o tempo e a largura da banda de outras pessoas
Regra 5:
Faça-se parecer bom/boa online
Regra 6: Compartilhe conhecimento especializado
Regra 7: Ajude a manter as guerras verbais sob controle
Regra 8: Respeite a privacidade das outras pessoas
Regra 9: Não abuse do seu poder
Regra 10: Perdoe os erros das outras pessoas[v]

Ou regras, mais explicitas:
“Regra 1: Escreva e re-escreva suas mensagens pensando em não deixar margens para interpretações dúbias.”
“Regra 2: Além de ser cordial, tenha cuidado com o que você escreve. [...] Evite escrever (e fazer!) algo que o possa comprometer no futuro.”
“Regra 3: Comporte-se na Internet como você se comporta fora dela. Seja ético e não infrinja as leis.”
“Regra 4: Conheça o terreno. [...] Passe um período apenas "escutando" o que os outros têm a dizer. Assim você perceberá o tom de "cada lista" e sua participação poderá ser mais apropriada e rica.”
“Regra 5: Não desperdice o tempo nem a bandwidth dos outros internautas. Selecione adequadamente os destinatários de cada uma das suas mensagens.”
“Regra 6: Tenha atenção com a gramática e com a ortografia na hora de redigir suas mensagens.”
“Regra 7: Tenha atenção com o conteúdo das suas mensagens. Escreva sobre o que você sabe com certeza ou simplesmente faça perguntas.”
“Regra 8: Confirmando o que você já deve intuir: não use palavrão de espécie alguma em suas mensagens.”
“Regra 9: Não escreva palavras inteiramente com letras maiúsculas nas suas mensagens. Usadas para chamar a atenção em peças publicitárias e malas-diretas tradicionais, letras maiúsculas significam que você está "gritando" a palavra escrita.”
“Regra 10: Compartilhe o seu conhecimento pela Internet. Envie e-mails, construa seu próprio website, troque experiências com experts (é facílimo entrar em contato com especialistas de qualquer área pela Internet, basta participar de listas de discussão da área desejada).”
“Regra 11: Não leia o e-mail de outras pessoas. Respeite a privacidade de cada um.”
“Regra 12: Não faça spams. Spam é o envio de e-mails comerciais não solicitados - um grave erro e fonte de problemas na Internet.”
“Regra 13: Ao responder um mail, mantenha o mail original do remetente para facilitar a compreensão da mensagem.”
“Regra 14: Não envie arquivos com vírus atachados em seus mails. Não faça com os outros o que você não quer que façam com você próprio.”[vi]

Particularizando as regras para diferentes usos:
“No correio electrónico
A não ser que use sistemas de encriptação, assuma que o correio na Internet não é seguro. Nunca ponha numa mensagem nada que não pusesse num postal.
Respeite os direitos de autor dos materiais que reproduz.
PALAVRAS EM MAIÚSCULAS SIGNIFICAM QUE ESTÁ A GRITAR. Não as use.
Inclua umas linhas finais nas suas mensagens indicando quem é (mais de 4 linhas é considerado excessivo). A maior parte dos programas actuais permite a introdução automática destas linhas (chamadas sig ou signatures).
Não utilize caracteres acentuados nem cedilhados sem se certificar de que o seu interlocutor os pode descodificar.
Quando responder a uma mensagem inclua apenas as linhas originais necessárias ao entendimento da resposta. Nunca inclua toda a mensagem original.
As mensagens devem ter sempre um Assunto que reflicta o conteúdo da mensagem.
Se a mensagem é longa (mais de 100 linhas) deve acrescentar no Assunto a indicação de (Long).
Nos Newsgroups
Respeite o assunto do grupo para onde escreve: comece só pela leitura das mensagens até entrar no espírito do grupo.
Se a sua resposta a uma mensagem vai responder a uma questão pessoal, faça-o por mail e não no newsgroup.
Se enviou uma mensagem para o grupo errado, envie outra a pedir desculpa.
Nunca envie mensagens publicitárias ou comerciais (nas news ou no mail), excepto se forem explicitamente pedidas pelo destinatário.
Na Web, ftp, etc.
Se tem problemas, verifique as suas configurações antes de assumir que o problema está do outro lado.
Saiba como as extensões dos ficheiros funcionam no seu sistema.
Mantenha um espírito aberto: material considerado ofensivo no seu país ou na sua cultura pode não o ser em outros países ou culturas.
Não use máquinas de FTP para colocar ficheiros se não tiver autorização para tal. A isto chama-se dumping e não é um comportamento autorizado.
Quando colocar ficheiros em outra máquina respeite as normas indicadas pelos responsáveis destas.
Evite as horas de funcionamento normal das máquinas a que acede. Tenha em consideração as diferenças horárias.”[vii]

Penso que podemos resumir a Netiquete como o respeito pelos outros e pelos seus direitos.

[i] In http://www.citi.pt/estudos_multi/sonia_rodrigues/netiquette.html consultado em 20/12/2006
[ii] In http://www.fei.edu.br/cci/faq/netiquete.htm consultado em 20/12/2006
[iv] In http://pt.wikipedia.org/wiki/Netiqueta consultado em 20/12/2006
[v] In http://www.rmportal.net/termos-de-uso-e-netiquette consultado em 20/12/2006
[vi] In http://www.aisa.com.br/netique.html consultado em 20/12/2006
[vii] In http://www.citi.pt/estudos_multi/sonia_rodrigues/netiquette.html consultado em 20/12/2006

quarta-feira, novembro 22, 2006

Indicadores de Qualidade dos Sites



A avaliação é um processo inerente a qualquer actividade humana. A partir dela obtém-se a informação que permite conhecer, orientar, melhorar ou transformar o aspecto avaliado.”(1)
São vários os sítios que se encontram na Internet, sobre a construção de sites, que se preocupam também com a qualidade dos mesmos. Assim, podemos encontrar para além de propostas de avaliação, propostas para a construção e avaliação dos sites. (2)
A própria administração pública tem vindo a mostrar preocupação com a qualidade dos serviços prestados pela Internet encomendando avaliações externas para aferir esta. (3)
Hoje em dia só disponibilizar informação não chega é necessário cativar o utilizador, pela usuabilidade e aspecto visual do site, e mantê-lo interessado e simultaneamente permitir a conectividade com outros sites.
Os critérios, para avaliação de sites, referidos em http://victorian.fortunecity.com/jacobean/883/index.html, parecem-nos ser uma boa proposta:
· “Divulgação nos sites de busca;
· Cor da fonte e background;
· Figuras com textos explicativos
· Links externos e internos conectados
· Sugestões de outros sites relacionados com a página;
· E-mail do Webmaster
· Data da construção do site e última atualização.
· Compatibilidade do Browser
· Disponibilidade de som
· Idiomas
[…] o bom senso deve sempre ser consultado no caso de uma eventual dúvida na compreensão e avaliação do site”


Para avaliação de sites educativos deixamos a proposta,de nove dimensões, de Carvalho (2006) :
“a identidade”
“a usabilidade”
“a rapidez de acesso”
“os níveis de interactividade”
“a informação, as actividade”
“a edição colaborativa online”
“o espaço de partilha”
“e a comunicação”



__________
1 – In
http://victorian.fortunecity.com/jacobean/883/index.html

2 – Em termos de exemplo temos: a proposta de Jakob Nielsen no site
http://www.useit.com/homepageusability/studyguide.html; a proposta de Kathleen Schrock para avaliação de sites escolares em http://school.discovery.com/schrockguide/pdf/weval_02.pdf ; indicações sobre como avaliar e resultado de avaliações a “115 sites de jornais portugueses; Avaliação de 400 sites (B-B e B-C) em Portugal; Avaliação de 550 sites da Administração Pública portuguesa” em www.domdigital.pt/servicos/auditoriaeavaliacaodewebsites.asp

3 – Em
www.acesso.umic.pcm.gov.pt/estudos/interaccao_2004.pdf podermos ter acesso à Avaliação Externa de Web Sites dos Organismos da. Administração Directa e Indirecta do Estado:. Análise da Metodologia e dos Resultados do Critério



Referências

Carvalho, Ana Amélia A. (2006). Indicadores de Qualidade de Sites Educativos. Cadernos SACAUSEF – Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação, Número 2, Ministério da Educação (no prelo).

http://victorian.fortunecity.com/jacobean/883/index.html (consultado em 21/11/2006)

http://www.useit.com/homepageusability/studyguide.html (consultado em 21/11/2006)

http://school.discovery.com/schrockguide/pdf/weval_02.pdf (consultado em 21/11/2006)

www.domdigital.pt/servicos/auditoriaeavaliacaodewebsites.asp (consultado em 21/11/2006)

www.acesso.umic.pcm.gov.pt/estudos/interaccao_2004.pdf (consultado em 21/11/2006)

http://www.ieeta.pt/~bss/disciplinas/IHC/Trabalho-M%C3%A9todos-de-observa%C3%A7%C3%A3o-05.htm (consultado em 22/11/2006)

terça-feira, novembro 21, 2006

A escola é uma empresa?

A escola sendo uma organização pode beneficiar dos estudos realizados sobre as empresas e dos ensinamentos recolhidos a partir destas. Mas, os objectivos que presidem a acção, de umas e para outras, são diferentes.

O objectivo principal de uma empresa é o lucro e é este a sua razão de existir e que lhe permite a sua continuidade. O objectivo principal da escola deve ser o da formação de indivíduos para o exercício da cidadania e para o trabalho.

A escola, enquanto organização, precisa de ser gerida com eficiência. Contudo, a eficiência não deve ser mais que um meio que lhe permita atingir a eficácia na acção, isto é, na formação de cidadãos para o trabalho.

A formação para o trabalho deve ser entendida como um conceito lato e abrangente, que vai para além da formação para a empresa, pois a escola não deverá subordinar a sua acção nem às necessidades das empresas nem à visão que as empresas têm do mundo.

domingo, novembro 05, 2006

O papel que pode ter o blogue na empresa

O facto de os blogues serem fácies de criar e actualizar, mesmo para quem tem poucos conhecimentos, ou nenhuns, de programação constitui uma vantagem que pode ser aproveitada pelas empresas. O facto de serem uma “comunicação interna ou externa simples, descomplicada e altamente interactiva e instantânea”[i] pode ser uma mais valia para qualquer negócio.
Na comunicação interna, a sua estrutura “possibilita ganhos reais em tempo, sinergia entre equipes ou entre partes, e optimização de processos operacionais”[ii]. Sendo o público alvo os seus colaboradores tem como finalidade comunicar entre equipas, projectos, notícias...
Na comunicação externa a possibilidade de monitorização “ do conteúdo dos blogs já existentes na blogosfera em busca de informações relevantes sobre o mercado e suas tendências”, permite atingir uma dupla finalidade comunicação e marketing junto de clientes e parceiros.
Fábio Cipriani na sua obra “Blog Corporativo” aponta algumas vantagens para as empresas que possuírem blogues.
“- Faça barulho na internet e aumente o valor da sua marca
- Melhore a comunicação interna da sua companhia e otimize os processos
- Aproxime-se mais dos clientes e entenda os pontos de vista deles
- Enriqueça o conhecimento de seus clientes mostrando-se especialista
- Colha opiniões e teste novas idéias de produtos ou serviços
- Insira a sua empresa no mercado global
- Seja transparente e bem valorizado pelo mercado e a imprensa”[iii]
No ensino, os blogues têm inúmeras vantagens pedagógicas como nos referem Carvalho, Moura e Cruz[iv]. Essas vantagens poderão estender-se, em nosso entender, também ao relacionamento da escola com a comunidade. Colocando a escola em discussão para além dos professores, alunos e encarregados de educação.

[i] In http://pt.wikipedia.org/wiki/Blog_Corporativo (consultado em 03/11/06)

[ii] In http://pt.wikipedia.org/wiki/Blog_Corporativo (consultado em 03/11/06)

[iii] In http://www.blogcorporativo.net/sobre-o-livro (consultado em 03/11/06)

[iv] Mais sobre o assunto consultar o artigo dos mesmos autores intitulado “Blogue: uma ferramenta com potencialidades pedagógicas em diferentes níveis de ensino”.



Referências

http://pt.wikipedia.org/wiki/Blog_Corporativo (consultado em 03/11/06)

http://www.blogcorporativo.net/sobre-o-livro (consultado em 03/11/06)

Carvalho, Ana Amélia A.; Moura, Adelina ; Pereira; Luís, Cruz; Sónia (?) Blogue: uma ferramenta com potencialidades pedagógicas em diferentes níveis de ensino. Documento policopiado

Quem criou o blog?

Segundo a wikipedia foi Jorn Barger o “autor de um dos primeiros FAQ - Frequently Asked Questions, foi o editor do blog original[i] tendo também concebido o termo -“weblog” - em 1997. Jorn Barger define-o “como uma página da Web onde um diarista (da Web) relata todas as outras páginas interessantes que encontra.”[ii]
Os blogs, ao longo do tempo, foram mudando de aparência, contudo o de Barger mantém a sua aparência original ainda hoje.
A própria designação foi mudando ao longo tempo. Com
Peter Merholz, mudou para “wee-blog”, e sendo mais tarde encurtado para “blog”.Embora haja alguma polémica, sobre o criador do primeiro blog, Jorn Barger parece reunir algum consenso, como nos referem Carvalho, Moura e Cruz no seu artigo “Blogue: uma ferramenta com potencialidades pedagógicas em diferentes níveis de ensino”.

[i] In http://pt.wikipedia.org/wiki/Blog (consultado em 04/11/06)

[ii] In http://pt.wikipedia.org/wiki/Blog (consultado em 04/11/06)


Referências

http://pt.wikipedia.org/wiki/Blog ( Consultado 04/11/06)

Carvalho, Ana Amélia A.; Moura, Adelina ; Pereira; Luís, Cruz; Sónia (?) Blogue: uma ferramenta com potencialidades pedagógicas em diferentes níveis de ensino. Documento policopiado


segunda-feira, outubro 30, 2006

O que é um Blog?

A definição de Blog não é consensual, existindo muitas definições.
Segundo a definição que encontramos na “ajuda” do site SAPO blog é “um registo cronológico e frequentemente actualizado de opiniões, emoções, factos, imagens ou qualquer outro tipo de conteúdo que o autor ou autores queiram disponibilizar.” [1].
Noutras definições encontram-se sublinhados os mecanismos de interacção.
“Blogs são páginas pessoais da Internet que têm mecanismos de interação e permitem manter conversas entre grupos. Essas páginas tornaram-se muito populares entre jovens, que transformaram o ciberespaço em seus diários pessoais. Algum tempo depois do surgimento desta febre, esse sistema foi descoberto por repórteres e editores de vários países, passando a servir de ferramentas para um novo gênero de jornalismo, uma tribuna para a exposição das opiniões que normalmente são deixadas de lado na cobertura noticiosa, ao mesmo tempo em que põem em contato direto leitores e jornalistas.”[2]
Sendo páginas Web’s ressalta o facto de serem actualizadas frequentemente e de serem apresentados de forma cronológica.
Na pesquisa realizada encontramos já alguma sistematização das definições mais encontradas. Assim, Blog é: “[...]
um diário na Weba;
uma página pessoal ou profissional, com ideias, reflexões, observações, comentários, apontamentos, links, etc;
uma página pessoal onde se guardam Favoritos - links para páginas de interesse -, seguidos ou não de um resumo do assunto e/ou comentários;
"a sua página Web, fácil de usar, onde pode rapidamente publicar ideias, interagir com pessoas, e outras coisas mais..."b;
uma forma simples, fácil e amigável de iniciar uma presença online;
um meio de comunicação e partilha;
aquilo que se quiser (Barbara Dieu, uma colega brasileira).”[3]
O autor citando Will Richardson, como um defensor da educação, refere que “blogar(?!) é escrever o que pensamos quando lemos o que os outros escrevem. Se continuarmos, outras pessoas eventualmente escreverão o que pensam quando nos lêem, e assim entraremos numa nova esfera de relações humanas."c .
Referindo que poderá ser este o caminho para que se dê uma “revolução pacífica” nas relações professor aluno.

a Blog é a simplificação de Web log ou Weblog, sendo log um diário de bordo.
b Blogger > http://www.blogger.com/start/ <> http://www.educause.edu/pub/er/ermo04/ermo0450.asp


[1] In http://ajuda.sapo.pt/comunicacao/blogs/geral/O_que_um_Blog_.html

[2] In http://ultimosegundo.ig.com.br/paginas/ultimosegundo/blig/blig_us/saiba_como.html

[3] In http://www.malhatlantica.pt/teresadeca/papers/setubal2004/blogsecall3.htm

Bibliografia
http://ajuda.sapo.pt/comunicacao/blogs/geral/O_que_um_Blog_.html
Consultado em 25/10/2006
http://ultimosegundo.ig.com.br/paginas/ultimosegundo/blig/blig_us/saiba_como.html Consultado em 25/10/2006
http://www.malhatlantica.pt/teresadeca/papers/setubal2004/blogsecall3.htm
Consultado em 25/10/2006

Para que serve um blog?

Para responder a esta questão, procurei informação na internet. Aí encontrei opiniões pessoais que divergiam, por vezes, muito e que, assim, não poderão ser generalizadas. Encontrei ainda informação, que se diz basear em conhecimentos mais sistematizados,l com base em publicações e artigos supostamente científicos.
As opiniões pessoais sobre para serve um blog, são muito variadas, referindo-se estas como: um espaço pessoal a partilhar
“Um blog é o espaço pessoal que se quer dividir com todo todo mundo.”[1];
local de introspecção e análise pessoal
“[...]para mim, o dinheiro gasto com minha hospedagem do blog e conexão com a internet, são meu divã de análise. Meu blog aguenta minhas neuras, minhas confissões e meus conhecimentos.”[2]
local para compartilhar opiniões
“[...]mas eu realemte acho que é pra ter um lugar acessivel pra compartilhar nossas opiniões, não acredito nas pessoas que dizem ” faço o meu Blog pra mim “[...]já que é mais facil manter um diario na cabeceira. [...] “Eu realmente não acredito na pessoa que diz que faz o blog para si mesmo, se fosse verdade não haveria nescessidade de fazer algo público” [...]“eu faço o meu blog simpleste por que gosto de escrever e de ouvir a opinião de que le o que escrevi”[3]
local onde se vai porque outros gostam
‘Um conhecido uma vez chegou e disse “Mas pq fazer esses logs da vida?”Eu respondi parecido: “Porque é legal”Ele “Hm… Ok, convenceu.”’ [4]
local com interesse comercial
“Este Blog é para trazer novas informações e referências de publicidades de fora ao mercado musical. Comente, é importante saber qual direção vcs mais gostaram. Outra questão são os vídeos, entendo que em muitos computadores eles podem ser mais 'lerdos'. Me deixem saber caso isso ocorra.”[5]
local onde poderão ter “audiência”
“Entre várias utilidades, duas delas são mais significativas, o diário virtual de adolescentes e o lugar para notas fresquinhas do New Jornalismo. Bom, o meu fica fora destas duas. O objetivo principal do meu blog é terapêutico, isso mesmo, é uma maneira de me sentir ouvida, eu escrevo o que penso e o que quero, quando eu penso e quando eu quero. Lê quem quer!!! Me sinto aliviada.”[6]
No SAPO encontramos uma descrição das potencialidades dos blogs que vão para além das impressões pessoais.
“Um Blog pode servir vários objectivos. É sempre uma forma do seu autor ou dos seus autores se expressarem, de publicarem o que querem ver publicado, e que provavelmente não se enquadraria em qualquer outro meio de comunicação. Pode servir para ter um diário pessoal online, pode servir como ferramenta de comunicação entre pessoas com interesses comuns, pode servir para registar o desenvolvimento de um determinado processo (uma gravidez, por exemplo), pode servir para fazer ouvir uma voz (ou várias vozes) que não teriam a possibilidade de se expressarem em qualquer outro meio.”[7]
No sitio http://www.marmota.org/blog/2005/08/28/1364/ encontramos, para além de algumas das opiniões já atrás referidas, a reflexão do autor do blog. Este começa por referir a resposta de Rebecca Blood no seu livro The Weblog Handbook onde refere, segundo o autor do blog, que existem “três motivos básicos: compartilhar informações, estabelecer uma reputação online ou expressar suas impressões descompromissadamente“. Aquilo a que o autor chama a “cultura blog”.
O autor, do sítio atrás referido, aponta ainda algumas novas utilidades dos Blogs. A saber:
“Contar a sua história – [...]Resumidamente, o blog é uma das formas mais simples e democráticas para qualquer um contar a sua história de vida, espécie de autobiografia em tempo real. Mesmo naqueles que não nasceram com esse objetivo: é a pessoalidade do blogueiro que dá o tom. [...]
Enriquecer debates - Aos poucos, jornais e revistas semanais vão ganhando a companhia da web como veículos “formadores de opinião”. Primeiro eram apenas os blogueiros mais tarimbados, especialmente jornalistas, que conseguiram fixar seu espaço e atingir seu público, num fluxo constante de informações e discussões. Quando indivíduos que já carregam essa imagem fora da rede entram na roda, esse fluxo ganha relevância. [...]
Fixar marcas e vender - A chance de atingir pessoas diretamente criando um laço pessoal vem sendo explorada por corporações. E não apenas jornalísticas, como faz O Globo: a Adobe, o Google ou mesmo a General Motors também exploram a capacidade de comunicação da ferramenta (se estão conseguindo é outra história). [...]
Filtrar informação - Não é fácil lidar com a quantidade monstruosa de dados que circula via internet a cada instante. Separar o joio do trigo é uma tarefa árdua, e ao mesmo tempo muito valiosa. Muitos blogs conseguem “filtrar” conteúdo específico e interessante, muitas vezes reduzindo o tempo de navegação - outro bem valioso nesse mundo de zeros e uns. [...]
Tudo… e nada - A discussão sobre blogs e suas serventias vão longe, e felizmente, há muita gente estudando o fenômeno em teses de mestrado e doutorado. No outro extremo, a ferramenta pode não servir pra nada de útil: seja espalhando vírus e outras pragas, seja para fomentar sentimentos irrelevantes, seja simplesmente não falar piciroca nenhuma que preste - como nesse pequeno fenômeno em homenagem a Regina Duarte.”
No artigo Blogologia de Giancarlo Livraghi ,citado Andrea Cappelo[8], elenca alguns dos méritos da “Blog-mania”, a saber: facilidade de comunicação; dinamicidade; comunicação personalizada; imediatismo; diálogo e “raporto”[9].
O blog é referido, ainda segundo o mesmo autor, como ter conseguido ser várias ferramentas numa só.
“L’importante è non dimenticare che un blog (come altri strumenti) è solo uno fra tanti modi di essere in rete. Se serve per fare le stesse cose che da tanti anni stiamo facendo con sito, un forum, un newsgroup, una mailing list o semplicemente con l’e-mail… perché non usare, per ogni cosa, lo strumento più adatto? Teniamoci i blog, quando servono. Ma cerchiamo di metterli al posto giusto nella cassetta degli attrezzi.”
Portanto, e para concluir, o blog pode ter as mais variadas utilizações e é nessa versatilidade que reside o seu sucesso, pois são cada vez mais as pessoas que visitam e participam em blogs.


[1] Comentário de Allan — In http://www.marmota.org/blog/2005/08/28/1364/

[2] Comentário de Neto Cury — In http://www.marmota.org/blog/2005/08/28/1364/

[3] Comentário de Dudu.exe — In http://www.marmota.org/blog/2005/08/28/1364/

[4] Comentário de MalkMad — In http://www.marmota.org/blog/2005/08/28/1364/

[5] Daniel In http://www.musicaemercado.com.br/blog/2006/05/serve-pra-issopra-que-serve.html
[6] In http://zandonadi.blogspot.com/2006/09/para-que-serve-um-blog.html

[7] In http://ajuda.sapo.pt/comunicacao/blogs/geral/Para_que_serve_um_Blog_.html

[8] In http://www.searchadvertising.it/marketingblog/2006/03/22/cosa-serve-e-cose-un-blog/

[9] optou-se por introduzir a palavra em italiano, conforme o texto original, por não encontrar uma em português para a traduzir.


Bibliografia


http://www.marmota.org/blog/2005/08/28/1364/
Consultado em 25/10/2006
http://www.musicaemercado.com.br/blog/2006/05/serve-pra-issopra-que-serve.html Consultado em 25/10/2006
http://zandonadi.blogspot.com/2006/09/para-que-serve-um-blog.html Consultado em 25/10/2006
http://ajuda.sapo.pt/comunicacao/blogs/geral/Para_que_serve_um_Blog_.html Consultado em 25/10/2006
http://www.searchadvertising.it/marketingblog/2006/03/22/cosa-serve-e-cose-un-blog/ Consultado em 25/10/2006

sábado, outubro 14, 2006

Óscar Rodrigues

Nome: Óscar Rodrigues

Profissão: Professor Mat/CN

Escola: Escola E. B. 2,3/S Padre Martins Capela




Especialização que frequenta: Organização e avaliação da formação

Blog criado para: Comunicação Educacional e Tecnologias da Informação

Blog criado em: 14 de Outubro de 2006